Morte súbita tem como preveni-la?
08/06/2016 - 09:28
Auto: ASSESSORIA /

A morte súbita é definida como a que ocorre seguida a uma parada cardíaca súbita em pacientes com previamente conhecida doença cardíaca ou não detectada, cujo modo e o tempo da morte são inesperados. Geralmente a definição temporal seria de até 01 hora entre o início dos sintomas e a perda da consciência. Cerca de 50% das mortes de causa cardiovasculares são súbitas.

A incidência, ou seja, o número de casos de morte súbita anual, são estimados, e geralmente derivados de estatísticas americanas, cuja a idade é de importância fundamental. Estima-se que a incidência de morte súbita na população geral de 0-30 anos seja de 0,001% (1/100.000) ao ano, acima dos 30 de 0,1-0,2 % ao ano. Nos homens adultos 0,19 % (1,9/1000) ano e em mulheres adultas 0,057-0,09 (,057/1000-0,9/1000).

A presença de doenças cardíacas principalmente de caráter hereditário pode na população de 0-30 anos elevar a incidência para 0,1% ao ano. E na população adulta acima de 30 anos com doença cardíaca a incidência pode variar 5-25% ao ano.

Então como podemos preveni-la?

A causa mais freqüente de morte súbita são as arritmias cardíacas malignas (fibrilação ventricular) ou potencialmente malignas (taquicardia ventricular), cuja a alteração elétrica pode estar presente desde o nascimento ou ser adquirida posteriormente como no pós -infarto do miocárdio, doença de Chagas.

A prevenção de morte súbita pode ser classificada em primária, na qual o objetivo é evitar que o indivíduo apresente uma parada cardíaca fatal.

Como fazê-la?

Adquirindo hábitos de vida saudáveis como:

a)    Alimentação balanceada, rica em fibras, frutas e redução de gorduras e carboidratos;

 b) atividade física orientada;

c) não ingerir ou exceder no consumo de bebidas alcoólicas;

 d) não fumar;

e) melhorar o controle da saúde emocional.

Para pessoas que tenham obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, o controle adequado destes fatores de riscos cardiovasculares são, fundamentais para preveni-la.

Acresce a isto a realização de história clínica e familiar, exame físico e complementares como Eletrocardiograma, Ecocardiograma, teste ergométrico e Holter que podem ser fundamentais para avaliação de arritmias cardíacas ou fatores predisponentes.

A presença de história de morte súbita em familiar de primeiro grau, jovem, abaixo de 30 anos é fundamental para pensarmos na possibilidade de uma doença cardíaca de caráter hereditário.

A morte súbita em familiar de primeiro grau idade superior a 30 anos, a possibilidade é que se trate de doença das artérias coronárias, mas sem esquecer no Brasil principalmente em regiões endêmicas da doença de Chagas.

A prevenção secundária seria para os pacientes que sobreviveram a uma parada cardíaca, que podem ter tanto doença hereditárias ou adquiridas, como a causadora de arritmia cardíaca.

Estes indivíduos devem ser avaliados por um cardiologista clínico e também por um cardiologista especializado (Eletrofisiologista) que avaliará o melhor tratamento para impedir nova parada cardíaca e conseqüentemente a morte súbita.

Hebert Donizeti Salerno é cardiologista arritmologista e eletrofisiologista da Cardioritmo em Cuiabá.

 

FONTE: Hebert Donizeti Salerno
EDIÇÃO: assessoria


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